sábado, 5 de janeiro de 2013

FILHO PREFERIDO OU CORRESPONDIDO?


              Desde os primeiros tempos bíblicos, conhecemos a célebre rivalidade simbólica entre os filhos Caim e Abel, com o consequente "assassinato" de Caim por Abel por este se sentir discriminado. O símbolo Caim representa o que a psicologia chama de "patinho feio". O "patinho feio" é também cego por não ver que o irmão aparentemente preferido, ou é doente, e por isso recebe mais cuidados, ou é mais atencioso e carinhoso razão porque recebe mais carinho e atenção de acordo com o ensinamento franciscano, " é dando que se recebe ".

             A verdade é que o cultivo da ilusão de discriminação familiar, prejudica enormemente o iludido que a transforma em complexo de inferioridade, estendendo-o para outras relações e atividades, constituindo um verdadeiro exército de pessoas mal humoradas e de má vontade que  encontramos em nosso dia a dia, embora isso varie de pessoa para a pessoa de acordo com o grau de maturidade e evolução espiritual de cada um. Quanto mais evoluído se é, menos importância ou nenhuma se dá à forma como os pais tratam os demais irmãos e irmãs.
             Cada filho e filha nasce com uma função dentro da sua família. Assim temos o brincalhão que alegra. O responsável que ajuda na educação e encaminhamento dos demais. O religioso que cuida da fé. O estudioso que  estimula os irmãos. O herdeiro dos negócios que dará continuidade as atividades da família, etc.
             Descubra você também sua função dentro de sua família. Respeite a limitação dos seus pais ou de quem fêz esta função, e seja feliz.
             Ensinou Louise Ray: "Somente uma pessoa pode lhe fazer feliz: VOCÊ. Somente uma pessoa pode lhe fazer infeliz: VOCÊ".
                                                 José Matos

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

QUEIXA - VÍCIO QUE ADOECE O CÉREBRO


                Dentre os vícios morais: queixa, ciúme, maledicência, etc, talvez o mais grave seja o vício da queixa. Embora torne seu portador antipático, a verdade é que este viciado sente prazer quando dele sentem pena, quando lhes dão razão ou apenas quando são ouvidos com atenção.

                O queixoso é coitadinho, vítima, patinho feio ou revoltado. O tempo faz sua mente funcionar em circuito fechado. Para de aprender, só vê defeitos nos outros e acha a vida uma droga. Lentamente caminha para solidão e só encontra abrigo entre outros  seres semelhantes. É ingrato, egoísta, preconceituoso e orgulhoso.

                Geralmente a fonte de sua insatisfação é o lar de onde veio ou o conjunto de decepções que acumulou. No lar teve o mal exemplo do pai, mãe ou de ambos ou ainda a comparação com algum irmão ou irmã que o faz sentir-se rejeitado. É árido em casa, invejando o irmão ou irmã que recebe mais atenção, não percebendo que quem recebe mais é porque dar mais. Magoado com os pais, repete os mesmos erros com os próprio filhos.

                Se não buscar ajuda nos terapeutas, religiões e amigos equilibrados, terminará seus dias de vida  num estado intenso de infelicidade.

                A verdade é que o responsável por nós somos nós mesmos. Somos donos do nosso destino e culpar os outros não passa de desculpas de alguém que, no fundo, gosta da vida infeliz que leva.

                Ensinou Jesus: busque o Reino de Deus e sua justiça e tudo o mais lhe será dado de acréscimo.  Santo Agostinho, na mesma direção, ensinou: ame, e tudo o que você fizer estará certo. QUEM PRATICA A CARIDADE RECEBERÁ AMOR PELA LEI DE RETORNO.

                                                   José Matos 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

LINDO DIÁLOGO DE FREI LEONARDO BOFF COM OSCAR NIEMEYER‏


O comunismo ético de Oscar Niemeyer
Por Leonardo Boff
Não tive muitos encontros com Oscar Niemeyer. Mas os que tive foram longos e densos. Que falaria um arquiteto com um teólogo senão sobre Deus, sobre religião, sobre a injustiça dos pobres e sobre o sentido da vida?
Nas nossas conversas, sentia alguém com uma profunda saudade de Deus. Invejava-me que, me tendo por inteligente (na opinião dele) ainda assim acreditava em Deus, coisa que ele não conseguia. Mas eu o tranquilizava ao dizer: o importante não é crer ou não crer em Deus. Mas viver com ética, amor, solidariedade e compaixão pelos que mais sofrem. Pois, na tarde da vida, o que conta mesmo são tais coisas. E nesse ponto ele estava muito bem colocado. Seu olhar se perdia ao longe, com leve brilho.
Impressionou-se sobremaneira, certa feita, quando lhe disse a frase de um teólogo medieval: “Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe”. E ele retrucou: “Mas que significa isso?” Eu respondi: ”Deus não é um objeto que pode ser encontrado por ai; se assim fosse, ele seria uma parte do mundo e não Deus”. Mas então, perguntou ele: “que raio é esse Deus?” E eu, quase sussurrando, disse-lhe: “É uma espécie de Energia poderosa e amorosa que cria as condições para que as coisas possam existir; é mais ou menos como o olho: ele vê tudo mas não pode ver a si mesmo; ou como o pensamento: a força pela qual o pensamento pensa, não pode ser pensada”. E ele ficou pensativo. Mas continuou: “A teologia cristã diz isso?” Eu respondi: “Diz mas tem vergonha de dizê-lo, porque então deveria antes calar que falar; e vive falando, especialmente os Papas”. Mas consolei-o com uma frase atribuída a Jorge Luis Borges, o grande argentino: “A teologia é uma ciência curiosa: nela tudo é verdadeiro, porque tudo é inventado”. Achou muita graça. Mais graça achou com uma bela trouvaille de um gari do Rio, o famoso Gari Sorriso: “Deus é o vento e a lua; é a dinâmica do crescer; é aplaudir quem sobe e aparar quem desce”. Desconfio que Oscar não teria dificuldade de aceitar esse Deus tão humano e tão próximo a nós.
Mas sorriu com suavidade. E eu aproveitei para dizer: “Não é a mesma coisa com sua arquitetura? Nela tudo é bonito e simples, não porque é racional mas porque tudo é inventado e fruto da imaginação”. Nisso ele concordou adiantando que na arquitetura se inspira mais lendo poesia, romance e ficção do que se entregando a elucubrações intelectuais. E eu ponderei: “Na religião é mais ou menos a mesma coisa: a grandeza da religião é a fantasia, a capacidade utópica de projetar reinos de justiça e céus de felicidade. E grande pensadores modernos da religião como Bloch, Goldman, Durkheim, Rubem Alves e outros não dizem outra coisa: o nosso equívoco foi colocar a religião na razão quando o seu nicho natural se encontra no imaginário e no princípio esperança. Ai ela mostra a sua verdade. E nos pode inspirar um sentido de vida.”
Para mim a grandeza de Oscar Niemeyer não reside apenas na sua genialidade, reconhecida e louvada no mundo inteiro. Mas na sua concepção da vida e da profundidade de seu comunismo. Para ele “a vida é um sopro”, leve e passageiro. Mas um sopro vivido com plena inteireza. Antes de mais nada, a vida para ele não era puro desfrute, mas criatividade e trabalho. Trabalhou até o fim, como Picasso, produzindo mais de 600 obras. Mas, como era inteiro, cultivava as artes, a literatura e as ciências. Ultimamente se pôs a estudar cosmologia e física quântica. Enchia-se de admiração e de espanto diante da grandeur do universo.
Mas mais que tudo cultivou a amizade, a solidariedade e a benquerença para com todos. “O importante não é a arquitetura”, repetia muitas vezes, “o importante é a vida”. Mas não qualquer vida; a vida vivida na busca da transformação necessária que supere as injustiças contra os pobres, que melhore esse mundo perverso, vida que se traduza em solidariedade e amizade. No Jornal do Brasil de 21/04/2007 confessou: “O fundamental é reconhecer que a vida é injusta e só de mãos dadas, como irmãos e irmãs, podemos vive-la melhor”.
Seu comunismo está muito próximo daquele dos primeiros cristãos, referido nos Atos dos Apóstolos nos capítulos 2 e 4. Ai se diz que “os cristãos colocavam tudo em comum e que não havia pobres entre eles”. Portanto, não era um comunismo ideológico mas ético e humanitário: compartilhar, viver com sobriedade, como sempre viveu, despojar-se do dinheiro e ajudar a quem precisasse. Tudo deveria ser comum. Perguntado por um jornalista se aceitaria a pílula da eterna juventude, respondeu coerentemente: “Aceitaria se fosse para todo mundo; não quero a imortalidade só para mim”.
(os azulejos de Athos Bulcão na igrejinha da 108 Sul, em Brasília)
Um fato ficou-me inesquecível. Ocorreu nos inícios dos anos 80 do século passado. Estando Oscar em Petrópolis, me convidou para almoçar com ele. Eu havia chegado naquele dia de Cuba, onde, com Frei Betto, durante anos dialogávamos com os vários escalões do governo (sempre vigiados pelo SNI), a pedido de Fidel Castro, para ver se os tirávamos da concepção dogmática e rígida do marxismo soviético. Eram tempos tranquilos em Cuba que, com o apoio da União Soviética, podia levar avante seus esplêndidos projetos de saúde, de educação e de cultura. Contei que, por todos os lados que tinha ido em Cuba, nunca encontrei favelas mas uma pobreza digna e operosa. Contei mil coisas de Cuba que, segundo frei Betto, na época era “uma Bahia que deu certo”. Seus olhos brilhavam. Quase não comia. Enchia-se de entusiasmo ao ver que, em algum lugar do mundo, seu sonho de comunismo poderia, pelo menos em parte, ganhar corpo e ser bom para as maiorias.
Qual não foi o meu espanto quando, dois dias após, apareceu na Folha de S.Paulo um artigo dele com um belo desenho de três montanhas, com uma cruz em cima. Em certa altura dizia: “Descendo a serra de Petrópolis ao Rio, eu que sou ateu, rezava para o Deus de Frei Boff para que aquela situação do povo cubano pudesse um dia se realizar no Brasil”. Essa era a generosidade cálida, suave e radicalmente humana de Oscar Niemeyer.
Guardo uma memória perene dele. Adquiri de Darcy Ribeiro, de quem Oscar era amigo-irmão, um pequeno apartamento no bairro do Alto da Boa-Vista, no Vale Encantado. De lá se avista toda a Barra da Tijuca até o fim do Recreio dos Bandeirantes. Oscar reformou aquele apartamento para o seu amigo, de tal forma que de qualquer lugar que estivesse, Darcy (que era pequeno de estatura), pudesse ver sempre o mar. Fez um estrado de uns 50 centrímetros de altura. E como não podia deixar de ser, com uma bela curva de canto, qual onda do mar ou corpo da mulher amada. Ai me recolho quando quero escrever e meditar um pouco, pois um teólogo deve cuidar também de salvar a sua alma.
Por duas vezes se ofereceu para fazer uma maquete de igrejinha para o sítio onde moro em Araras. Relutei, pois considerava injusto valorizar minha propriedade com uma peça de um gênio como Oscar. Finalmente, Deus não está nem no céu nem na terra, está lá onde as portas da casa estão abertas.
A vida não está destinada a desaparecer na morte mas a se transfigurar alquimicamente através da morte. Oscar Niemeyer apenas passou para o outro lado da vida, para o lado invisível. Mas o invisível faz parte do visível. Por isso ele não está ausente, mas está presente, apenas invisível. Mas sempre com a mesma doçura, suavidade, amizade, solidariedade e amorosidade que permanentemente o caracterizou. E de lá onde estiver, estará fantasiando, projetando e criando mundos belos, curvos e cheios de leveza.





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Jonas
Quiosque do Leitor
Muita luz e paz
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MASSACRE AMERICANO. POR QUÊ?

                              Mais uma vez o horror acontece no Estados Unidos. Um maluco, de posse de armas, invade uma escola e fuzila dezenas de "inocentes". Por quê? Porque é doente mental, carente e carrega um desejo imenso de chamar atenção. Se não morrer logo, ficará "feliz" por ver seu nome estampado nos jornais e na televisão. O sonho americano de grandeza e poder, com menosprezo e exploração dos demais povos, estimula a compra de qualquer arma sem nenhum critério. Há muito mais armas em circulação do que americanos. Nas ruas de Los Angeles e outras cidades, as gangues disputam tiros em plenas ruas com fuzis usados em guerras, a IMPRENSA DE LÁ NÃO NOTICIA, A POLÍCIA DE LÁ NÃO INTERFERE E SÓ APARECE APÓS A GUERRA PARA RECOLHER OS CADÁVERES. É PRECISO ESCONDER AS COISAS FEIAS. SERÁ QUE CERTO MINISTRO DA FAZENDA DO INÍCIO DO REAL APRENDEU COM ELES?

                             A armas que ele utilizou pegou-as da própria mãe que foi a primeira a ser assassinada. Como era tratado por ela? Como foi sua infância? Muitos pais dão coisas aos filhos para não se darem. As armas terão recebido mais atenção? Faz parte da conduta do ser humano medíocre a ostentação. Se fazem um aniversário e podem convidar 20 pessoas, convidam duzentas. As pessoas precisam ver que estou bem - embora tenham que passar um ano pagando o empréstimo bancário.

                             É preciso o controle urgente de armas nos EUA porque essas ações estimulam outras, inclusive fora de lá, mas é preciso acima de tudo, educação, carinho, limite, atenção com os filhos e mais atenção se carregarem algum distúrbio mental. DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS E NÃO AS IMPEÇAIS PORQUE O REINO DE DEUS É PARA OS QUE SE LHES ASSEMELHAM, ensinou Jesus. Neste Natal, não esqueça do aniversariante. Hora da ceia, lembrar deste fato, e agradecer a Deus pela família que tem.

                                                                          José Matos - Brasília - DF

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

DEPRESSÃO - A MENSAGEM EMBUTIDA

                  Verdadeira epidemia mundial, a depressão, em geral,  tem uma mensagem embutida, relacionada a sua programação de vida ou lenda pessoal da qual fala Paulo Coelho.

               Não vivendo sua lenda pessoal, será autocobrado. Quanto maior a responsabilidade e versatilidade, maior a autocobrança inconsciente, maior o rigor da depressão.

                A autocobrança pode estar relacionada a necessidade de crescimento profissional, intelectual, espiritual ou mudança de atividade, ou ainda maior e melhor atenção à família.

                A depressão, quando não acontece por causa de um acontecimento desagradável (exógena), chega devagar e se mostra geralmente ao acordar, na forma de indisposição, ou tristeza sem causa (endógena), embora possa se dá como mau humor crônico e constante conhecido como DISTIMIA.

                É preciso buscar, com urgência, o profissional adequado, o psiquiatra.  

                Melhorando-se, é hora de descobrir a causa que estará sempre na falta de cumprimento das duas leis básicas da vida: 1-Lei de Progresso. Estamos aqui para progredir profissionalmente, artisticamente e espiritualmente, com ética. 2-Lei de Solidariedade. Devemos colaborar com nosso próximo porque dele recebemos colaboração. Sem progresso e sem colaboração não há solução.

                 Pergunte-se: estou na profissão certa? na religião adequada? No relacionamento adequado? fazendo o que meu coração pede? AJA! MUDE! "A única certeza da vida é a mudança".

                                               José Matos - Brasília - DF.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DIFICULDADES NA CAMINHADA ESPIRITUAL


        "Antes de começar a caminhada você é do mundo e estar no mundo. Depois que a inicia, você é do mundo mas não estar no mundo, e quando chega lá, você está no mundo mas não é mais do mundo". Esta frase, repetida nos meios iniciáticos, indica muito bem as etapas da caminhada espiritual.

         As religiões tradicionais perderam o que nelas havia de mais importante: o entendimento dos mistérios que leva ao desenvolvimento espiritual. Requisitado pelos apóstolos que pediram-lhe que explicasse a Parábola do Semeador, Jesus respondeu-lhes: "A vós é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus". 

         Os mistérios ou conhecimento do desenvolvimento e da realidade espiritual é dividida em cinco ou sete graus de acordo com a tradição. A mudança de um grau para outro, dar-se pela prova. Cinco provas são as que mais reprovam discípulos: Poder (ambição ), dinheiro, sexo, vaidade e VAIDADE.

         Administrar o poder, sem ambição, com justiça e bondade. Usar o dinheiro para criar benefícios. Sexo com amor, evitando pessoas comprometidas ou fúteis. Manter a humildade com as conquistas e superar as dificuldades com empenho, humildade e gratidão.

         A última prova ou última tentação é conhecida como VAIDADE, diferente da vaidade das conquistas, é a VAIDADE de ter superado as provas. 

         Recomendeu Jesus: "e quando fizeres tudo o que podieis, agradeça por ser um servo inútil por ter feito apenas a sua obrigação".

                                  José Matos - Brasília - DF

terça-feira, 27 de novembro de 2012

OS NOVOS RELIGIOSOS


            Começa uma era de vida inteligente nas diversas religiões, exceto naquelas, que se dizem cristãs e são apenas igrejas caça-níqueis com seus pastores ateus e os falsos testemunhos, prometendo sucesso e milagres na vida material, quando Jesus ensinou que "no mundo teríamos tribulações, mas que tivéssemos bom ânimo". Refiro-me aos não-espíritas que leem e aceitam os ensinamentos de Chico Xavier. Aos não-budistas que adoram o pensamento de Dalai Lama. Aos não- induístas que "devoram" os livros do Mestre indiano OSHO. Aos não-católicos que leem os livros dos Freis Leonardo Boff e Beto. É tempo de universalismo. De mente aberta. De tolerância e vivência fraterna com todos. Você não deixa de frequentar e colaborar com os  demais companheiros da sua religião, mas não se limita aos ensinamentos dela. Como ensinou o Mestre OSHO: "se o pomar tem cem flores diferentes porque vou pegar o néctar somente de uma?". Esses novos religiosos entenderam que é inteligente "agir localmente, mas pensar globalmente". É muito difícil alguém ter uma mente aberta, ser tolerante e amar seus próximo, baseando-se apenas nos ensinamentos de uma religião. Liberte-se dos dogmas. Abra-se para novas ideias, e sua intuição e compreensão desabrocharão, mas primeiro, domine os ensinamentos de sua religião.

                             José Matos - Brasília - DF    

domingo, 18 de novembro de 2012

EUTANÁSIA OU ORTOTANÁSIA?


             A visão de produção da sociedade capitalista estende-se às pessoas, vistas, apenas, como máquinas de produzir. Nesta visão, só deve viver quem estiver produzindo ou que possa produzir. Idosos doentes em hospitais que não possam produzir mais devem ter suas vidas finalizadas. Aplica-se a eutanásia, cujo procedimento, com três medicamentos para uma morte suave, foi desenvolvido pelo "Dr. Morte" nos Estados Unidos, com forte oposição das religiões e de grande parte da sociedade. Esse debate tem evoluído e chegado ao que é conhecido como ortotanásia: não intervenção para prolongar a vida onde não há possibilidade de recuperação. Esta prática tem ganhado simpatia em todas as camadas sociais, e se for um mal, será um mal menor, mas não encerrará a polêmica.

             Nenhuma das duas visões leva em conta a alma imortal necessitada de experiência  e evolução ou no dizer do Mestre Emmanoel, necessitada de equipar-se com as asas da bondade e da sabedoria. Mesmo no estado de inconsciência, a alma continua registrando a experiência e aprimorando-se. Os que conseguem recuperar-se falam das visões que tiveram e alguns fazem uma mudança radical ou dão o que o Mestre OSHO chama de salto quântico, procurando viver com mais qualidade. O fato é que somos almas sedentas de educação, pela evangelização, e não apenas corpo para produção.

                                  José Matos - Brasília -DF 

sábado, 10 de novembro de 2012

ESTUPRADOR - A AMEBA QUE NÃO EVOLUIU

       Catalogado em nosso ordenamento jurídico como crime hediondo, o estupro é uma herança maldita que nossa civilização ainda não conseguiu livrar-se porque ainda abrigamos em nosso meio pessoas que não evoluíram, não desenvolveram os mais elementares valores de convivência respeitosa. Verdadeiros fósseis vivos. Verdadeiras amebas. Odiados e barbarizados nas prisões porque o estupro também está catalogado no "código de ética" dos presidiários, 80% dos estupradores voltam a reincidir no crime ao deixarem o presídio. Em relação a este  assunto, vemos opiniões as mais exdrúxulas como a castração química ou pena de morte, sugestões que esbarram numa cláusula pétrea de nossa constituição que proíbe penas cruéis. Mas o que fazer? Um sábio grego já o disse: " eduque a criança e não será preciso castigar o homem". Educar a criança. Os pais e educadores devem ensinar e exemplificar para suas crianças e adolescentes as noções de respeito e solidariedade que devemos ter uns para com os outros. Fora da educação não há solução. O interesse atual pela preservação do meio ambiente deve também incluir o homem como elemento a ser educado e não apenas instruído. Todos temos dentro de nós um anjo e um demônio. O que for alimentado é o que nos dominará.

                           José Matos - Brasília - DF   

sábado, 3 de novembro de 2012

ESTADOS UNIDOS - CARMA PESADO

           Depois de várias décadas, invadindo países, matando pessoas até com bombas atômicas, estes atos fizeram dos Estados Unidos o país de pior carma do planeta. Carma é a contabilidade (total de débitos e créditos ) de cada pessoa, cada povo e cada país. Por isso, não se espera tempo bom, no futuro, para os americanos, porquê a plantação é livre mas a colheita ou a reparação é obrigatória. Há muito ensinou Jesus:" É necessário que haja o mal mas ai de quem seja o responsável por ele".

           Situado numa região sujeita à terrremotos, furacões e tornados, a prória natureza, deverá ser o agente da justiça, no tempo de Deus, embora Bin Laden os tenha assustados com seus três aviões e a China seja uma ameaça se acreditarmos numa profecia tibetana.

           Sendo o país mais poderoso do planeta, devia ser também o mais generoso, considerando a Lei de Solidariedade que manda ajudar mais a quem pode mais. "A cada um foi dado algo diferente para que haja intercâmbio e daí surja o amor", ensinou o Mestre André Luis.

           É da Lei de Amor que cabe a quem desequilibrou, equilibrar. Quem tirou vidas, gere vidas. Quem subtraiu que reponha. Quem entristeceu, alegre. Quem destruiu, reconstrua. Feito isto, a justiça está feita e anulada está a Lei de Retorno e o carma, mas se não reparar....

                                      José Matos - DF