Os consultórios, igrejas e centros espíritas estão cheios de pessoas em busca de ajuda, mas que no fundo não a querem, porque consciente ou inconscientemente, gostam da situação de miséria ou de estagnação em que se encontram. Conhecidos como coitadinhos, vítimas, patinhos feios, derrotados ou abúlicos, muitos sentem prazer quando alguém se penaliza com seus estados, ou apoiam suas revoltas. Alguns, acham bonitas as sugestões que recebem, mas não dão um passo para resolver. Outros, gostariam de resolver, desde que não precisassem do seu empenho e dedicação, são os que perambulam pelas novas igrejas atrás de ilusão. Essas igrejas, ditas neopentecostais, pregadoras da teologia da prosperidade ou dos milagres, apenas as exploram, mas a cegueira e a ingenuidade não lhes permite ver que são vítimas de exploradores, espertalhões e patifes. Desses, os mais prejudicados, são aqueles que, tendo capacidade, se assentam num conformismo que paralisa-lhes seus desenvolvimentos ou acham que não merecem ter ou ser mais do que têm ou são. Capacidade não atingida, missão desviada ou não cumprida, a vida lhes convocará pela depressão, tédio ou insatisfação geral para que comecem ou continuem o bom combate de que falava São Paulo.
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