sábado, 21 de julho de 2012

LÁSTIMA - MÁGOA DOS PAIS

                 Uma das epidemias da vida moderna é a infelicidade de muitas pessoas provocada pela mágoa dos pais. Problema de solução simples mas, de consequências desastrosas se não for resolvido. A mágoa não é diferente da paixão crônica e nem da saudade doentia, todas nocivas e desenvolvidas pela alimentação constante da idéia. Nenhuma lembrança desagradável persiste, quando avaliada o prejuízo e inutilidade da conduta, para-se de acolhe-la e alimentá-la.

              Exigir dos outros condutas que elas não podem dar é criar problemas permanentes de relacionamento, e isso acontece sempre com quem não se conhece. Quem não se conhece sempre culpa os outros pelos seus fracassos e, desta maneira, justifica seus atos. Para conhecermos o outro precisamos nos conhecer, identificando em nós frustrações, complexos, orgulhos e as causas das nossas reações. É pelo autoconhecimento que podemos ver o outro como ele é.


              Deus requer de nós, inicialmente, solidariedade e sinceridade, por isso nos fêz de maneira incompleta para precisarmos uns dos outros e, nosso corpo,  feito para ser a nossa identidade. O timbre de voz, olhos, olhar, sorriso, modo de sentar, andar, gesticular e maneira de reagir, principalmente nas  adversidades, são informações para que possamos conhecer o outro.


              Muitos filhos magoados com os pais, não conhecem suas estórias, suas criações, suas limitações, seus sofrimentos. Recebendo muito mais condições educativas do que eles, comparam-se e irritam-se porque os pais não os criaram ou não os trataram como eles fariam ou fazem. A COMPARAÇÃO É O MAL. 


              O respeito e gratidão aos pais, sejam quem forem, é tão importante para uma vida saudável que foi estampado no 4º mandamento: "HONREM VOSSOS PAIS PARA TERES UMA LONGA VIDA NA TERRA  QUE DEUS VOS DARÁ". 


               Compreendendo-se os pais, muda-se também a forma de vê-los, e a mágoa torna-se gratidão. VOCÊ PODE MUDAR O PASSADO POR UMA NOVA COMPREENSÃO.


                                             José Matos - Brasília, DF, 21.07.2012. 

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