terça-feira, 28 de agosto de 2012

O SOFRIMENTO DAS PESSOAS INFLEXÍVEIS


  
            É difícil para o justo ser também flexível, perdoar a si mesmo, enxergar seus limites e deficiências e também do próximo. Não basta ser justo é preciso também ser bom. A inflexibilidade vem do senso de justiça, mas também do egocentrismo que leva à intolerância, a supervalorização de si. Eu quero assim, eu exijo, sem levar em conta as condições do outro. Quando o intolerante se deprime tem mais dificuldade para curar-se porque sua intolerância também leva à intolerância consigo. Não podia ter agido assim, ETC, ETC....
 
            Pessoas assim, fatalmente experimentarão a inflexibilidade dos outros na própria pele ou do próprio corpo tais como as doenças humilhantes, para que  reflitam e se eduquem. Todos somos professores e alunos uns dos outros.
 
            Na Revolução Francesa, os inflexíveis da primeira fase guilhotinaram os adversários, para num segundo momento serem guilhotinados, alcançados pela Lei de retorno, dando a  cada um de acordo com suas obras.
 
         
 
            Na infância e juventude é importante um ego forte, o centro em nós, mas com a maturidade, este centro deve ir deslocando-se para os outros o que o psicólogo americano Carl Rogers chamava de abordagem centrada no outro. Este deslocamento nada mais é que amor. Amor é o bem do outro quando não penso em recompensa.
 
            Ensinou Jesus que com a mesma medida que medirmos seremos medidos. Precisamos conciliar justiça e bondade, compreensão e tolerância.
 
                                  José Matos - Brasília -DF
  

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