É incrível constatar que depois de séculos de seca o nordestino ainda não aprendeu a conviver, de forma inteligente, com ela. Se não fosse o Presidente Lula com a bolsa família, esta seca produziria o estrago de sempre.
Desde os anos 60, temos as "emateres" para orientar os agricultores, os programas televisivos diários voltados para o homem do campo e as revistas especializadas, mas, mesmo assim, não vemos os silos para guardar capim, as barragens subterrâneas, a insseminação artificial e nem a irrigação para produzir o ano todo.
O nordestino, em geral, ocupa-se apenas em fazer agropecuária de subsistência, e todo ano é a mesma neura: esperar a chuva até 19 de março, atribuindo ao Santo José o milagre, e pelo jeito, este santo nunca interferiu porque isso é assunto de homens e não de santos.
Um dos grandes exportadores de frutas do mundo é Israel, extraindo-as do deserto irrigado, trazendo àgua de 300 Km de distância. No nordeste, vemos açudes, e nenhuma plantação abaixo, exceto algum capim.
Dificuldades aparecem para estimular o homem à criatividade, à superação, à solução ou a administração dos problemas de forma inteligente, mas pelo jeito, no nordeste, confima-se o ensinamento do Mestre Russo George Gurdieff: "a coisa mais certa da vida é que o homem não aprende".
José Matos´- Brasília, DF - 03.06.2012
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